Marcos, por favor, conte para nós a sua experiência com Jesus. Quando você estava saindo do banho, no dia em que você contou, estava trabalhando e eu perdi. E eu queria muito ouvir. É uma longa história. Tá, mas tá bom. Resumindo, tá. Um dia. Provavelmente era em 1994 que eu me lembro vagamente da O Dia eu não lembro, mas o ano eu lembro, era 94. E ali, naquelas épocas ali do milagre da chama da vela, aquela época ali, quando Jesus começou a aparecer pra mim dar as mensagens, eu ouvia, transmitia, mas eu me sentia muito indigno de falar com Jesus, e eu tinha muito medo Dele. Eu sequer tinha coragem de falar qualquer coisa com Ele, com Nossa Senhora. Não, mãe daqui, mãe dali e mãe, eu contava tudo. Mãe, hoje aconteceu isso comigo na escola. Hoje aconteceu isso comigo no Senai, hoje aconteceu isso comigo aqui em casa. Mãe, hoje eu estou triste por causa disso. Hoje eu estou chateado por causa daquilo. Outro como é que a senhora tá de ontem pra hoje? Como é que a senhora passou? Descansou lá no céu? Tá tudo bem, tá tudo legal. Ela está bem, né? Nossa, com Nossa Senhora Era, né? Era, era, Era assim, Intimidade total. Mas com Jesus não. Eu era bloqueado. Tanto que quando eu ia na igreja, quando eu era criança, aqui na Matriz, tinha um Senhor dos Passos igualzinho que eu tenho aqui, do meu tamanho. Eu morria de medo dele porque eu achava ele com o rosto muito sério, muito severo.
Eu morria de medo. A minha avó falava Vem aqui, filho, rezar no pé de Jesus. Eu nossa falava Eu não vou, não vou, não vou lá tinha que me arrastar perto de crucifixo. Então eu nem olhava e passava assim, duro, nem olhava, né? De medo de Jesus. Por quê? Porque o meu pai biológico era violento, agressivo. Ele era frio. E isso depois que ele começou o vício da bebida. Porque antes eu ainda me lembro vagamente de ele indo entregar as compras que o pessoal fazia no nosso mercadinho. Só nós que tínhamos carro no bairro, então ele ia entregar com o carro da gente e eu me lembro de ele me colocar no colo dele e ir dirigindo e eu ir dirigindo com ele. Isso eu me lembro. Eu me lembro também de eu dormindo aqui em cima do peito dele. Eu me lembro vagamente dessas coisas. Me lembro que ele me dava banho, isso eu me lembro. Mas depois, quando ele começou com o vício e mudou tudo, se tornou um homem muito violento, muito bruto, muito, muito, muito irascível. E aquilo ali me bloqueou com Deus, porque o Pai é a figura de Deus Pai. Então eu achava que sei lá, que Deus, eu também era daquele jeito. Eu fui ficando bloqueado com Deus, né? E um dia Jesus já estava me dando as mensagens e eu falei Eu vou pedir pra Nossa Senhora dizer pra Jesus que eu agradeço muito Ele ter me escolhido e aparecer pra mim, mas que eu me sinto indigno de ver ele e eu não quero mais vê lo.
Quer dizer, eu tenho muita vontade de vê lo, mas eu tenho muito medo dele, porque eu me achei indigno. E aí Nossa Senhora veio naquele dia com Jesus e do lado dele tinha uma fogueira na mão. Ele tinha um pouco de palha e ele jogou a palha na fogueira. Imediatamente o fogo queima a palha, não restou nada. E aí Jesus me disse que aquela fogueira era a chama de amor Dele por mim. E a palha eram as minhas imperfeições, por causa das quais eu me achava indigno de vê lo. E aí ele disse. Se eu lanço, Se você lança as suas imperfeições na minha chama de amor, imediatamente eu consumo elas e reduzo a nada. O que eu quero de você é só o amor. Eu não te peço que você não tenha imperfeições. Eu só te peço que você permaneça no meu amor. Ele falou isso, mas parece que não bastou. Sabe quando você é meio bloqueado com Deus e tem medo de Deus? Vergonha de Deus, porque o seu relacionamento com o seu pai foi péssimo e ele só infundia medo e terror em você. E eu transferi isso pra Deus. Eu era assim. Aí Jesus, acho que viu, Eu tenho que fazer alguma coisa, senão esse menino nunca, nunca vai se aproximar de mim, nunca vai se unir comigo, senão na próxima vez que eu vier.
Até morre do coração de de medo de mim. Eu tenho que fazer alguma coisa com esse menino. E aí ele preparou uma boa, né? Um dia eu tava tomando banho, tava ali com a toalha me secando, de olho fechado. Nisso, quando eu abro o olho, Jesus estava ali, diante de mim. E eu que morria de vergonha de Jesus. De medo de Jesus. A primeira reação que eu tive foi me cobrir que eu estava peladinho, foi me cobrir. Morrendo de vergonha, né? Nossa, nunca senti tanto medo em toda minha vida. Eu tremia. Eu pensei Minha, minha, Nossa Senhora dos videntes desesperados, O que eu faço agora? Pra onde que eu vou? Tá na porta, Não tem jeito nem de eu sair correndo daqui. Minha nossa, que situação! Ai ele rindo, né? Sorrindo assim, olhando pra mim e rindo. E aí ele falou assim Por que você está se cobrindo? Eu sou o seu Criador. Fui eu que fiz você, fui eu que fiz cada parte sua. Não é vergonha, não é medo. O que eu quero de você? O que eu quero de você é amor? Confiança, intimidade. Quando ele disse isso, não sei explicar o que aconteceu comigo. Na hora eu tirei a mão e me descobri diante dele. Parece que naquela hora caiu tudo por terra. Todo o medo que eu tinha de Jesus, toda vergonha, todo o terror que eu tinha na presença Dele, e sim aquele medo.
Tudo caiu por terra, tudo eu senti ali na hora, um amor dele por mim, uma confiança nele, sabe? O olhar dele, o sorriso dele era tão doce que parece que tudo ali caiu por terra. Tudo, tudo, tudo, tudo, tudo. Todo aquele bloqueio meu caiu por terra. Tanto que eu não conseguia fazer a oração com o coração pra Jesus. Eu conseguia fazer pra Nossa Senhora, pra Ele eu não conseguia. Rezava o Terço da Misericórdia, rezava o Terço da Santa Chagas, rezava os 13 terço que minha tia Rosário todos os dias. Então eu rezava os terços de Jesus. Mas fazer oração com o coração pra Jesus eu não conseguia. A partir daquele dia eu consegui fazer oração com o coração, com Jesus, oração de intimidade, oração mental, oração de amor. A minha intimidade com Jesus cresceu de uma forma como nunca. Olha, em pouco tempo cresceu mais do que a minha vida inteira desde que eu nasci. É aí que eu vi que esse bloqueio que eu tinha com ele era também fruto do mau relacionamento que eu tive com meu pai. Porque todos nós temos um mau relacionamento com o Pai. Quer dizer, tem gente que tem exceção. Deu sorte, né? Então a gente tem vergonha do pai da gente, né? Quando o pai da gente olha pra gente, tá sem roupa, a gente tem vergonha, a gente se esconde, a gente quer fugir.
Isso demonstra o quê? Por que isso acontece? Falta de intimidade? Falta de confiança? Falta de amizade? Falta de união, Falta de tudo. E a gente transfere isso depois para o relacionamento com Deus, com Jesus. Então a gente começa a ter medo de Jesus, a ter vergonha de Jesus. Terror. E ele me mostrou naquele dia que isso não é isso que ele quer. Ele quer amor, confiança, intimidade. Então, a partir daquele dia, eu parei de fugir de Jesus e eu me entreguei completamente nos braços Dele. E desde então eu sinto Jesus assim como meu Deus, meu Criador, meu Salvador, meu Redentor. Sim, meu Mestre. Mas o sinto também como meu amigo. Como meu irmão, meu confidente, para o qual eu posso contar tudo o que eu sinto. Eu posso falar tudo o que eu sinto. Eu posso, Eu posso revelar tudo que eu tenho dentro de mim, tudo que eu sinto dentro de mim, sem medo dele, sem medo de ser rejeitado. Porque agora eu tenho a certeza que Ele jamais fará isso, porque Ele me ama, me ama muito, sabe? Com explicando agora com palavras assim fica muito pobre, mas na hora o que eu sentir? Mudou. Revolucionou toda a minha vida, toda a minha vida. E isso foi um segredo que eu guardei durante 30 anos dentro de mim e que eu jurei nunca, nunca contar. Porque o coração de um vidente é um mar de segredos maravilhosas entre ele e o seu.
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