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Sobre o Teu Olhar De Mãe


 

Não tenha medo. Eu estarei sempre com você e não te deixarei. Não rou as minhas unhas, né? Mostre as unhas para a mamãe. Ela dizia Não rou assim as unhas. A mamãe não quer que você fique passando dor o dia inteiro. Então veja. Vejo nisso. Eu sempre vi nisso um gesto maternal, de amor, de carinho muito grande, de Nossa Senhora por mim. Nada escapa do olhar dela, nem as unhas que eu roí de nervoso. Tudo ela vê, tudo ela sabe. E com tudo ela se importa. Como que pode. Eu pensava no começo. Como que pode a mãe de Jesus, a Mãe de Deus, reparar nas unhas que eu que eu roo de nervoso? E se preocupar com a dor que eu fico sentindo nos meus dedos. Mas ela. Com isso me ensinou. Me mostrou que ela é a minha mãe, que se preocupa comigo, que cuida de mim, que se preocupa até com a dor que eu estou sentindo no meu dedinho mindinho. Até isso ela se preocupa porque me ama. Então, se até uma unha roída Nossa Senhora não ignora, como ela poderá ignorar nossas nossas dores, nossas cruzes, né? Nossos sofrimentos? Como eu falei aqui hoje durante a oração, a religião católica e a Igreja em si, não é pra gente parar de sofrer. E muita gente pensa Ah, eu vou entrar pra igreja, pra pra religião católica, pra eu parar de sofrer.

 

Não é para isso, é para nos levar ao céu. Mas é lógico que Nossa Senhora, como nossa Mãe, vê os nossos sofrimentos até as dores mais minúsculas, até as menores dores que temos, até a dor de uma unha roída, quebrada. E se ela trata com tanto amor assim, uma pequena dor como essa. Como Nossa Senhora não cuidará das dores maiores que a vida causa que o mundo causa a nós, não é mesmo? Então tenhamos essa certeza, essa confiança no amor da nossa Mãe Santíssima. E que ela não nos abandonará. Aquilo que a Mariana fala aí no filme Vozes do Céu 11 é muito lindo. Eu fiz questão de colocar esse depoimento dela. E eu pensava que Nossa Senhora ia falar alguma coisa sobre o meu sofrimento. Eu era levada na polícia todo dia, interrogada, ameaçada. Pensava que Nossa Senhora fosse falar alguma coisa, mas ela não dizia nada. Então eu entendi que eu ia ter que passar por aquilo. Eu ia ter que sofrer aquilo. Em que eu ia ter que vencer aquilo, rezando, jejuando, sem nenhuma consolação extraordinária. Isso é muito importante porque nos ensina o que é o verdadeiro papel do cristão, que é o verdadeiro papel do católico. O católico não é aquele, né, que foge da cruz, não é aquele que carrega a cruz como Jesus carregou.

 

Ele não fugiu da cruz. Nossa Senhora não fugiu do Calvário. Chances ela teve muitas. Ela podia ter ficado no Egito. Ela podia ter ido para muito longe, Mas ela não fugiu do calvário. É o nosso símbolo que tem no alto de todas as nossas igrejas. Qual é o sinal da cruz? O nosso sinal? Qual que é o sinal da cruz? Com o qual nós começamos e terminamos todas as nossas orações. Por quê? Para. Para a gente dizer que nós somos aqueles que não fugimos da cruz, não corremos da cruz. Nós somos aqueles que levam a cruz que Deus nos manda. Nós somos aqueles que dizemos Senhor, eu aguento essa cruz, Pode me deixar, essa cruz que eu levo, que eu carrego, eu aguento com o Senhor eu vou avante. Nós somos aqueles que, como Nossa Senhora, como Jesus, abraçam a cruz, levam a cruz até o fim, né? E ela vai estar conosco como esteve do lado do seu filho. Por isso não devemos ter medo da cruz nunca, Mas antes. Claro que ela naturalmente causa medo, mas não devemos fugir da cruz, porque Nossa Senhora está conosco. Deus está conosco. Deus vai nos dar a força para ir avante, se nós também mostrarmos coragem e mostrarmos amor por Ele, confiança Nele.