Também abençoo a ti, Meu amadíssimo filho Carlos Tadeu. Fica sabendo, filho, que por ti, na hora da minha flagelação, eu pensei em TI. Eu vi te no Meu Divino Coração e ofereci por ti todas as chicotadas que recebi. Fica sabendo também, filho meu, que o sofrimento de ter tido os meus pés prensados numa chapa superaquecida no fogo, eu ofereci por ti no calabouço onde estive preso toda a noite, de quinta para sexta. Eu vi te muitas vezes em visão e ofereci por ti especialmente o martírio terrível de ter meus pés queimados pelos carrascos.
Ofereci por ti, primeiramente para expiar todos os anos que andaste longe de mim. Segundo, para manter teus pés sempre na minha estrada, na estrada do bem e da santidade. Terceiro, para manter te sempre mais unido ao meu coração, tal como as fibras mais íntimas do meu coração. Filho meu, o meu inimigo quis levar te para longe de mim quando eras novo, também por causa dos maus pastores que não souberam orientar te. O meu inimigo atacou e quis te levar para longe de mim. Mas eu. Mas eu triunfei. A minha mãe triunfou e hoje estás aqui. És todo nosso e mais ainda serás. Por isso, filho. Vê se alguém poderia ter te amado mais do que eu. Ver se alguém poderia ter te desejado e querido bem mais do que eu. Pensa na dor terrível e acerba que senti tendo os meus pés queimados e também na dor que senti quando me retiraram as chapas e a sola dos meus pés desprendeu se deles, ficando colada à chapa. Sim, filho meu, tudo isso foi por ti. Deves, pois, compreender e sentir quanto te amei, quanto meu filho, quanto te amei.

